terça-feira, 24 de julho de 2012

                                     MONASTÉRIO  DE  RILA


         Entre as montanhas que esculpem a Bulgária, muito perto do seu ponto máximo, o pico Monte Musala ou Dimetrov, do alto dos seus imponentes 2925 metros, vamos encontrar um belo vale, vez que outra escondido na névoa da montanha, mas geralmente aberto ao lindo céu azul com os picos eternamente nevados dos |Bálcãs a lhe fazer moldura.
         Lá está O Monastério de Rila, uma construção do século XIII, considerado como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1983.
         Também é o mais famoso exemplo da arquitetura búlgara, localizado cerca de 120 Km da capital, com acesso por uma graciosa rodovia pavimentada que vai serpenteado a montanha até o Vale do Monastério.
         Fundado durante o século X, muito sofreu nestes últimos milênios, foi repetidamente destruído, queimado e com alguns abalos sísmicos, mas felizmente sempre se erguem e hoje está lá com toda sua imponência para o nosso deslumbramento.
         Um eremita de nome São João de Rila ( Ivan Rilki) entre 876 a 946 abrigou a primeira comunidade monástica nos Bálcãs. Inicialmente este eremita permaneceu numa gruta, onde dizia ser a primeira moradia do Santo Búlgaro. Com o passar do tempo foram trocando gradualmente o lugar de assentamento, mas conservando a mesma região. Atualmente resta apenas ainda a Torre da Homenagem da época primordial. Os monges conseguiram atravessar incólumes as agruras dos conflitos bélicos da região graças ao apoio dos reis na idade media. No período otomano o monastério conseguiu manter sua soberania e independência, convertendo-se num centro canalizador da educação cristã.
         No Renascimento, foi considerado centro de peregrinação, e nesta época novos edifícios foram agregados ao complexo.
         O monastério é um precioso conjunto arquitônico, com inúmeros edifícios, capelas e umas igrejas. Harmoniosamente integrados no conjunto das montanhas. Predomina uma linha arquitetônica em arcos, com grande influência bizantina, mas com um toque eslavo.
         Um grande complexo murado, que abriga cerca de vinte edifícios residenciais construídos entre os séculos XIV e XIX, onze igrejas e outras edificações para fins educativos e religiosos. A mais antiga é a Torre Fortificada, também chamada da Homenagem, foi erigida em 1335 e possui cinco andares. A Igreja da Transfiguração é uma obra prima, ricamente ornada com afrescos ortodoxos do século XIV.
         O Monastério tem mais de trezentos quartos, distribuídos em construções de até cinco andares. A Catedral da Ascensão se localiza no centro do complexo, foi construída entre os anos 1834 e 1837, rodeada de arcadas tem três naves.
         Notável ainda é a biblioteca, o museu e o arquivo documental.

         Como já tinha dito, Rila era meu ponto alto na visita a Bulgária, assim minha primeira medida ao chegar na capital búlgara, foi procura alguma agência de turismo que oportunizasse minha visita. Embora a dificuldade lingüística em pouco tempo recebeu a informação onde acharia o serviço turístico para visitar o monastério. Numa agência local comprei um pacote para um full day em Rila, claro que optando por serviço em grupo de turismo, pois o individual sairia bem mais caro.
         No dia seguinte aguardava no lobby do hotel o ônibus, micro e o guia local para o passeio. O dia estava com uma garoa leve e o céu muito encoberto. Passava alguns minutos das nove horas, quando parou na frente do hotel um micro ônibus e embarcou um grupo de franceses, eu olhei de soslaio, mas meu nome não foi mencionado. Assim continuei esperando.
         Como de hábito estava trajado para viagem: chapéu, colete tipo safári, jeans e tênis. Logo em seguida parou uma grande Mercedes preta, tipo limusine e desceu uma mocinha e foi falar na recepção.
         Pergunta aqui, pergunta ali e parecia que ninguém lhe dava a informação, até que de repente esta se virou para mim e perguntou?
-Mr Azambuja
-Yes
         Respondi, ao passo que ela se apresentou. Sou a srta Asya Kraicheva, sua guia para Rila.
         Lá fui eu de motorista e guia num mercedão para Rila. Esta muito atenciosa, num inglês fluente foi dando ampla explicação sobre a origem e história do monastério.
         Chegando lá, me proporcionou um belo tour privativo pelo complexo e no final ainda me ofereceu, que estava incluído no pacote, um saboroso almoço típico da região.
         O Vale de Rila estava infelizmente encoberto por uma nevoa, e uma garoa persistente não dava trégua. Asya insistia em me pajear com um enorme guarda-chuva vermelho. Depois de ouvir suas explicações pedi para ficar um pouco só para poder desfrutar a magia do lugar. Caminhar pelas ruas empedradas com a chuva fina molhando meu rosto.
         Fiquei um bom par de horas admirando as pinturas nas paredes das igrejas e escolas. Pinturas medievais com um grande simbolismo.
         As pinturas retratavam o cotidiano da época, e pequenos diabinhos com caudas em forma de seta induziam os campesinos as más práticas. Claro que os diabinhos tinham as feições dos turcos, seus eternos inimigos naturais.
         Após o almoço, na hora do cafezinho e cigarro, a srta Asya olhando minha carteira e cigarro, fez uma referencia aos dizeres antitabagistas no verso do maço. Perguntei-lhe como sabia que era aquilo que estava escrito, pois estava grafado em português. Somente então ela falou-me que também estudava espanhol.
         Depois de mais de quatros horas, gastando meu ouvido para entender o fluente e rápido inglês americano de Asya, podemos conversar um pouco numa língua que me é mais familiar.
         Quando regressamos para Sofia, minha guia sugeriu que eu seguisse paras a Servia de ônibus, pois era mais rápido e confortável que os trens locais. Como eu já tinha tido um a péssima viagem de Istambul a Sofia, acatei prontamente sua sugestão.
         Ela levou-me no terminal rodoviário e providenciou meu bilhete para o dia seguinte.
         Estava com a passagem para Beogrado na mão, ainda não imaginava as peripécias que estariam por acontecer.
         Graças a esta competente guia tive a oportunidade de conhecer uma das mais preciosas jóias arquitônicas do mundo. Mesmo um dia chuvoso, um guia atencioso e educado pode tornar um passeio inesquecível. Não há lugares feios no mundo, muitas vezes nos é que não estamos bem, mas que uma ajuda competente pode arquitetar maravilhosamente sua viagem.
        






















REALIZADO


                                        NO CAMINHO





                         Escrever um livro, ter filhos, plantar uma árvore. Agora com a primeira premissa e última cumprida, posso dizer que estou completo.

                        Quero narrar minhas viagens, o que vivi neste mundo por mais de sessenta países, por todos os estados brasileiros e finalmente, pelos mais remotos recantos do meu Rio Grande do Sul.

                       Não houve lugares ruins, os que por ventura os tenha achado ruins ou desagradáveis, certamente é por culpa minha, pois não há lugares ruins nós é que não estamos bem consigo mesmo naquela ocasião. Meus olhos e mente certamente não souberam ver e captar a beleza.

                       Primeiro, quero apresentar como se presume que “estes lugares e terras” que pisei se formaram. Como se formou nossa Terra, nossa galáxia, enfim o Universo. Sigo com o surgimento da vida, evoluo até o animal Homem, os hominídeos que há mais de cinco milhões de anos vivem como gênero e apenas nos últimos trezentos mil anos estão como espécie.

                   

                 Este homem errante, insatisfeito e inquieto, transforma, cria e vive. Este homem criador, o mesmo que gravou nas cavernas, grava hoje em disquetes, marcando seu passo, sua presença no grão microscópico da existência.















                                    



                 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

MOAIS






                                                  ILHA DA PASCOA-MOAIS

quinta-feira, 10 de maio de 2012

monasterio de rila

                                 MONASTÉRIO  DE  RILA


         Entre as montanhas que esculpem a Bulgária, muito perto do seu ponto máximo, o pico Monte Musala ou Dimetrov, do alto dos seus imponentes 2925 metros, vamos encontrar um belo vale, vez que outra escondido na névoa da montanha, mas geralmente aberto ao lindo céu azul com os picos eternamente nevados dos |Bálcãs a lhe fazer moldura.
         Lá está O Monastério de Rila, uma construção do século XIII, considerado como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1983.
         Também é o mais famoso exemplo da arquitetura búlgara, localizado cerca de 120 Km da capital, com acesso por uma graciosa rodovia pavimentada que vai serpenteado a montanha até o Vale do Monastério.
         Fundado durante o século X, muito sofreu nestes últimos milênios, foi repetidamente destruído, queimado e com alguns abalos sísmicos, mas felizmente sempre se erguem e hoje está lá com toda sua imponência para o nosso deslumbramento.
         Um eremita de nome São João de Rila ( Ivan Rilki) entre 876 a 946 abrigou a primeira comunidade monástica nos Bálcãs. Inicialmente este eremita permaneceu numa gruta, onde dizia ser a primeira moradia do Santo Búlgaro. Com o passar do tempo foram trocando gradualmente o lugar de assentamento, mas conservando a mesma região. Atualmente resta apenas ainda a Torre da Homenagem da época primordial. Os monges conseguiram atravessar incólumes as agruras dos conflitos bélicos da região graças ao apoio dos reis na idade media. No período otomano o monastério conseguiu manter sua soberania e independência, convertendo-se num centro canalizador da educação cristã.
         No Renascimento, foi considerado centro de peregrinação, e nesta época novos edifícios foram agregados ao complexo.
         O monastério é um precioso conjunto arquitônico, com inúmeros edifícios, capelas e umas igrejas. Harmoniosamente integrados no conjunto das montanhas. Predomina uma linha arquitetônica em arcos, com grande influência bizantina, mas com um toque eslavo.
         Um grande complexo murado, que abriga cerca de vinte edifícios residenciais construídos entre os séculos XIV e XIX, onze igrejas e outras edificações para fins educativos e religiosos. A mais antiga é a Torre Fortificada, também chamada da Homenagem, foi erigida em 1335 e possui cinco andares. A Igreja da Transfiguração é uma obra prima, ricamente ornada com afrescos ortodoxos do século XIV.
         O Monastério tem mais de trezentos quartos, distribuídos em construções de até cinco andares. A Catedral da Ascensão se localiza no centro do complexo, foi construída entre os anos 1834 e 1837, rodeada de arcadas tem três naves.
         Notável ainda é a biblioteca, o museu e o arquivo documental.

         Como já tinha dito, Rila era meu ponto alto na visita a Bulgária, assim minha primeira medida ao chegar na capital búlgara, foi procura alguma agência de turismo que oportunizasse minha visita. Embora a dificuldade lingüística em pouco tempo recebeu a informação onde acharia o serviço turístico para visitar o monastério. Numa agência local comprei um pacote para um full day em Rila, claro que optando por serviço em grupo de turismo, pois o individual sairia bem mais caro.
         No dia seguinte aguardava no lobby do hotel o ônibus, micro e o guia local para o passeio. O dia estava com uma garoa leve e o céu muito encoberto. Passava alguns minutos das nove horas, quando parou na frente do hotel um micro ônibus e embarcou um grupo de franceses, eu olhei de soslaio, mas meu nome não foi mencionado. Assim continuei esperando.
         Como de hábito estava trajado para viagem: chapéu, colete tipo safári, jeans e tênis. Logo em seguida parou uma grande Mercedes preta, tipo limusine e desceu uma mocinha e foi falar na recepção.
         Pergunta aqui, pergunta ali e parecia que ninguém lhe dava a informação, até que de repente esta se virou para mim e perguntou?
-Mr Azambuja
-Yes
         Respondi, ao passo que ela se apresentou. Sou a srta Asya Kraicheva, sua guia para Rila.
         Lá fui eu de motorista e guia num mercedão para Rila. Esta muito atenciosa, num inglês fluente foi dando ampla explicação sobre a origem e história do monastério.
         Chegando lá, me proporcionou um belo tour privativo pelo complexo e no final ainda me ofereceu, que estava incluído no pacote, um saboroso almoço típico da região.
         O Vale de Rila estava infelizmente encoberto por uma nevoa, e uma garoa persistente não dava trégua. Asya insistia em me pajear com um enorme guarda-chuva vermelho. Depois de ouvir suas explicações pedi para ficar um pouco só para poder desfrutar a magia do lugar. Caminhar pelas ruas empedradas com a chuva fina molhando meu rosto.
         Fiquei um bom par de horas admirando as pinturas nas paredes das igrejas e escolas. Pinturas medievais com um grande simbolismo.
         As pinturas retratavam o cotidiano da época, e pequenos diabinhos com caudas em forma de seta induziam os campesinos as más práticas. Claro que os diabinhos tinham as feições dos turcos, seus eternos inimigos naturais.
         Após o almoço, na hora do cafezinho e cigarro, a srta Asya olhando minha carteira e cigarro, fez uma referencia aos dizeres antitabagistas no verso do maço. Perguntei-lhe como sabia que era aquilo que estava escrito, pois estava grafado em português. Somente então ela falou-me que também estudava espanhol.
         Depois de mais de quatros horas, gastando meu ouvido para entender o fluente e rápido inglês americano de Asya, podemos conversar um pouco numa língua que me é mais familiar.
         Quando regressamos para Sofia, minha guia sugeriu que eu seguisse paras a Servia de ônibus, pois era mais rápido e confortável que os trens locais. Como eu já tinha tido um a péssima viagem de Istambul a Sofia, acatei prontamente sua sugestão.
         Ela levou-me no terminal rodoviário e providenciou meu bilhete para o dia seguinte.
         Estava com a passagem para Beogrado na mão, ainda não imaginava as peripécias que estariam por acontecer.
         Graças a esta competente guia tive a oportunidade de conhecer uma das mais preciosas jóias arquitônicas do mundo. Mesmo um dia chuvoso, um guia atencioso e educado pode tornar um passeio inesquecível. Não há lugares feios no mundo, muitas vezes nos é que não estamos bem, mas que uma ajuda competente pode arquitetar maravilhosamente sua viagem.
        























segunda-feira, 2 de abril de 2012

Passeio a QUITO & GALAPAGOS surrupiado

                                                                 QUITO


         Cheguei a capital equatoriana numa segunda feira, dia 27/02/2012 às 22 horas. Fui direto ao Hostal Jhomana, como estava cansada pela demora no aeroporto, cai direto na cama e dormi.
         Na manhã seguinte 28/02/2012, terça feira, tomei meu café da manhã e por volta das 8:30 sai para conhecer a cidade. Conforme indicação segui pela rua Dávalos até a Av 10 de Agosto e rumei em direção ao centro histórico.
         Segui pela 10 de Agosto até a Praça Santo Domingo, fiz um pequeno descanso e segui passeando até a Praça de São Francisco. Assim fiquei caminhando pelo centro histórico e admirando as belas construções coloniais.

         Por volta das 11:30 entrei num restaurante bem simples ainda no centro e comi um “a lá minuta” que me custou 8 U$, paguei com uma nota de dez dólares, recebendo dois dólares em moedas, como troco, as quais pus no bolso da calça.

         Era meio dia, assim resolvi voltar para o hotel, procurei informação com uns guardas na rua, qual era a direção da rua 10 de Agosto, pois como tinha vindo por ali, a volta seria bem fácil.

         Ao atravessar uma rua, passando por uma árvore senti algo muito fedorento e nauseabundo escorrer pela minha cabeça.
         Imediatamente um senhor correu com um lenço para me limpar, dizendo que tinha sido uma ave.
         O cheiro era muito forte, e depois vi que um líquido com fezes me escorria pelo rosto, olhos e face. Assim instintivamente me abaixei para me limpar. Estava com a minha maleta com todo o equipamento fotográfico, dinheiro e passaporte nela. Não sei como nessa fração de segundo, me arrancaram ou cortaram a alça da bolsa, pois esta, estava atravessada em meus ombros, e sumiram com ela.

         Agora estava sem nada, tinha sido roubado, só me restaram quatro moedinhas no bolso, perfazendo um montante de dois dólares.

         Imediatamente procurei uma autoridade policial, que custou a aparecer, quando eu perguntei onde era a delegacia de policia mais próxima. Depois de algumas informações desencontradas finalmente achei uma que era de atenção ao turista.

         Registrei a ocorrência, sendo muito bem tratado e a funcionaria até disponibilizou uma viatura para levar me a Embaixada Brasileira.
         Cheguei na Embaixada Brasileira, que por sinal, tinha se mudado. Estava agora num outro lugar. Graças às moedinhas do troco do almoço, pude pegar um táxi, explicando que só tinha aquilo, ele acabou me levando lá.

         Depois de uns tramites burocráticos, um senhor muito gentil me orientou que a primeira medida seria bloquear o cartão de credito. Usando o telefone da Embaixada, pude sem antes penar nas inúmeras ligações, pois queriam CPF e etc...
         Depois tentei ligar para a Taca, explicando o ocorrido e solicitando um vôo para aquela tarde mesmo, pois eram mais ou menos 16 horas, mas foi tudo em vão.
         Logo em seguida a senhora que estava ajudando fez um documento legalizando minha volta ao Brasil.
         Falei que estava sem um tostão, eles vieram com um papo que a Embaixada estava sem verbas e blá blá e mais blá blá, por fim deram VINTE DOLARES (20 U$), alegando que tinham feito uma “vaquinha entre eles” agradeci e sai para a rua.

         O MUNDO TINHA DESABADO NA MINHA CABEÇA

                                      E AGORA...


         Peguei um táxi e voltei ao hotel, dos 20 dólares ganhos na embaixada, sobravam agora apenas 16 U$. Era o que eu tinha, para viver até conseguir chegar em casa.
         Cheguei no hotel por volta das 18 horas, eles já sabiam da ocorrência, pois a policia local, havia ligado para se informar do número do meu passaporte.
         Entrei na Internet e passei uma mensagem para a UNESUL contando o ocorrido, e outra para a ALINE com o assunto em URGENTE. Pedi que no dia seguinte fosse na UNESUL e falasse com a Neide, para providenciar minha repatriação, junto à empresa aérea e outras coisas mais que fossem necessárias.
         Convém lembrar que no Equador agora temos uma diferença de 2 horas no fuso, a menos que em relação ao Brasil.
         Ela deve ter recebido a mensagem por volta das 21:30, horário brasileiro. Para minha surpresa, pouco tempo depois, recebo um telefonema dela, dizendo que no dia seguinte estaria na agencia providenciando tudo.
         Foi uma noite que nem dois comprimidos de rohypnol mais 10 mg de diazepam me fizeram dormir direito. Acordo na quarta feira, 29/02/2102 e voei em direção ao computador. Era cerca de sete horas da manhã, muito cedo, portanto, no Brasil deveriam ser nove horas da manhã.
         Fui tomar o meu café, pois minha diária fechava ao meio dia. Procurei tomar um café bem forte e comer tudo que pudesse, pois até então não sabia quando e onde comeria outra vez, tampouco dormiria?

         Fiquei fumando um cigarro atrás do outro, na parte externa do loby, e de 15 em 15 minutos, voltava ao computador para ver se tinha alguma noticia.


         Eram umas dez horas da manhã, Aline me liga novamente dizendo que estava tudo resolvido, que eu voltaria naquele dia, às 18:15 em direção a Lima, e de lá às 23:30 com destino a Porto Alegre.

         Aquele telefonema, aquelas palavras; foram como um novo ar, uma nova vida...a libertação de uma prisão.

         Pouco depois recebo uma mensagem da UNESUL, com os bilhetes aéreos em anexo. O dono do hotel os imprime para mim. Guardo aqueles bilhetes, passaporte, ocorrência policial, e os 16 U$ no bolsinho do colete com o maior cuidado. AQUILO ERA TUDO O QUE TINHA. ERA MEU SALVO CODUTO...O CAMINHO PARA MINHA CASA.


         Espero até às 13:30 e vou para o aeroporto. Não agüentava mais a ansiedade. Cheguei lá, paguei os nove dólares do táxi e sobrava para mim ainda sete dólares.
         No aeroporto em Quito, gastei dois dólares num sanduíche, ficaram ainda cinco.
         Finalmente embarquei em Quito para Lima. A agente de imigração foi muito gentil, tentou desculpar seu povo pelo ocorrido comigo, e me desejou um feliz regresso.

         Aguardo em Lima a conexão, gasto mais 3dolares numa coca cola, pois estava com muita sede. Embarquei as 23:30 no vôo da Taca em direção a Porto Alegre, jantei e bebi bem a bordo. Às 06:05 eu pousava, no Salgado Filho, no horário equatoriano era 04:05.
         Passei pela imigração e a policia federal me recolheu o documento e fez um sinal para outra pessoa. Quando pego minha mala e vou passar para a saída do aeroporto, um agente da policia federal me faz o maior “pente fino” nas minhas coisas, até as meias sujas, ele abriu. Vasculhou minha mala com uma precisão cirúrgica e finalmente me liberou.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

libano -siria e jordania



Uma viagem bem complicada numa época não muito recomendada, mas foi um belo passeio que irei contando aos poucos

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

divagações do trotomundo

                                            RETALHOS


                          São tantos anos de viagens, tantos ligares bonitos, tantos sonhos realizados. Poderia contar viagens a Serra Gaúcha, aos igarapés da Amazônia, dos desertos da Síria, dos altiplanos bolivianos aos do Himalaia, poderia falar da descoberta de Lassa, de Machu Pichu, Ilha da Páscoa, Palmira, Salto do Yucuman, Vila Velha, Santarém e Alcântara. Falar de ilhas da Polinésia Francesa, do golfo da Tailândia, da costa leste da África, Marajó. Cuba e Groelândia. Poderia falar das montanhas Rochosas, dos Andes do Himalaia, Atlas e Alpes, Pirineus e outras tantas mais.
                    Falar de parques nacionais do Brasil e dos Estados Unidos, da Serra de Caparão, Iguaçu, e Yellowstone.
Animais extintos, animais em sítios mais restritos como cangurus, coalas, ursos pandas, iguanas, ariranhas, bugios, dingos, urso polar, pingüins, crocodilos, piranhas, ornitorrinco e outros. Falar de geleiras, glaciais, desertos, canyons, cavernas, altiplanos, rios e lagoas, praias,  florestas e cachoeiras.
                Arqueologia, cidades do Egito, Tunísia, Camboja, Peru, México e China.Poderia falar de idiomas raros como aramaico e cambojano, poderia falar de civilizações gregas, astecas, fenícias, chinesas, pascoenses, tibetanas etc,
                 Comidas típicas e exóticas pelo mundo à fora, barreado, cobras, gafanhotos, salmão, caviar, pato laqueado, cabeça de carneiro, tambaqui, brotos de bambu e tantos outros.Falar de viagens de automóvel, jipe, moto, ônibus, bicicleta, navio, lancha, bote, balão, avião, teco -teco, cavalo,  elefante ou camelo. Falar de pousadas, hotéis cinco estrelas, resorts, cabanas e barracas dormir ao relento ou em cavernas.
                  Costume do povo, nos cumprimentos, do uso da mão esquerda, das formas de saudação, os famosos tapinhas nas costas do rio grandense.
                  Falar dos grandes viajantes: Marco Pólo, Sir Richard Burton, Alex Below, Ruth Caldas, Thor Heyerdahl, La Salle, Cabeça de Vaca, David Childress, Osa Johnson, Capitão Cook, Josué Slocun, Geraldo Link, Gilberto Farias, Jack London, Mateo Ricci, David Cruz, Amyr Klink  e outros. 

                           A vida não necessariamente necessita ser agitada, de um lado para o outro. Transbordo aqui, conexão acolá.
                          Pode ser calma, ficar dias num lugar que nos sentimos bem, o prazer da vida não está nos lugares lindos ou exóticos, no sol ou na chuva. Não está no luxo ou na simplicidade, poderiamos estar hospedados no Astória ou num mosteiro. O importante é estamos de bem com a vida em paz consigo mesmo. A paz e a alegria de viver é a melhor viagem.
                          Buscar sempre novos portos não significa um continuo fugir, mas uma procura do significado da vida, o que se reflete no desejo de voltar, pois aqui ainda continua sendo o melhor lugar. Neste lugar onde traçamos os planos para as novas partidas e onde ficam os planos para as novas viagens. Quem foge, a última coisa que pretende é voltar, o viajante pelo contrário, sempre faz parte da sua rota o caminho de volta. Saudade só se tem do que é bom, e a saudade faz voltar, voltar para ficar ou para rever. Ficar ou rever? O viajante normalmente não tem pátria, seu lugar é o mundo.
                         Seu chão é onde foi criado e onde pretende morrer, onde sonha para onde ir e para onde a saudade o faz voltar. Suas raízes estão lá, por mais que voe ou navegue, é lá que esta seu coração.
                         Não há nenhum lugar no mundo que o nosso lar, onde nossos sonhos foram construídos, onde fincamos nossas raízes, forjando nos sabores e dissabores da existência, nossa personalidade.
                         Nas lutas, vitórias e derrotas, mas no meu lugar estão as pessoas e as coisas que mais gosto, as marcas que fui gravando no decorrer do caminho, constituem as marcas indeléveis da minha existência. O viver é deixar marcas, boas ou ruins, não importa marcas ficarão para sempre, pelas andanças pelo mundo, também ficarão marcas, mas aos poucos serão apagadas, pois não fazemos parte daquele contesto, estamos só de passagem. Ficaremos na memória de poucos, como aquele brasileiro, que por aqui passou, mas no nosso lugar estão os frutos, como ave que volta ao ninho para repouso ou alimentar os filhotes, nos para rever amigos, filhos pais. Pessoas que esperam nossa volta. São as marcas, os sentimentos. O ser humano não pode ser único, necessitamos de vida, carinho. A necessidade de amor e ser amado são imperiosos.

                      O viajante nunca faz parte do mundo por onde anda, está em trânsito, é algo transitório, que um dia partirá para novas terras ou em regresso, não tem vínculos, raízes, não fez sua historia.
               No meu lugar eu tenho minha história e tenho estórias para contar, aqui nasci, conheci aos poucos a vida, formei minha vida, criei o meu eu, fazendo entender o meu eu e projetando minhas ramificações.
                        No meu mundo eu procurei novos lugares, novos povos, e costumes. Onde o sol nasce e se põem igual a da minha terra, onde as pessoas acordam e dormem como meus amigos, amam e odeiam como qualquer um, enfim todos são iguais, muda geografia, costumes, raças e credos. Muda  o modo, das pessoas verem a vida, conduzirem seus destinos e de serem felizes.
                        O conhecimento do mundo me fez ver isto, que em qualquer latitude, o homem feliz é o máximo, e que o melhor lugar do mundo, é aquele em que nos sentimos bem, onde fazemos planos e sonhos de um mundo melhor...Quando longe temos saudades e gostaríamos de voltar, para...Morrer.