ISLANDIA
Acabo de voltar da Islândia e Irlanda. Foi um passeio muito bonito e com uma diversificação muito grande no que tange a paisagem natural. Um contraste gritante; comparando os dois paises. A Islândia um pequeno pedaço de terra perdido entre a América e a Europa, com um território pequeno e praticamente todo tomado por rochas vulcânicas.
A Irlanda, igualmente outro pedaço de terra no extremo oeste da Europa, com sua costa Atlântica açoitada por fortes ventos e as águas revoltas do Atlântico, que lhe esculpiram seu famoso relevo litorâneo.
Vamos voltar para a Islândia ou Iceland: este pedaço de terra é uma formação vulcânica recente, também sua povoação é recente. Estimam os historiadores, ser um dos últimos sítios da Terra a serem povoados. Segundo Ari Porgilsson o assentamento humano na Islândia ocorreu em seis décadas, entre 870-930 AD no Período Viking. Por longo tempo o local foi chamado de Thule, que mais ou menos significa “onde o sol brilha a noite”.
Atualmente é um país muito bonito de se visitar, mais precisamente no verão. Sua geografia peculiar oferece grandes atrativos. Por se tratar de uma formação geológica bastante recente e por estar situada na margem das placas tectônicas Americana e Eurasiana é como se fosse uma ponte entre os dois continentes. Esta localização e sua própria formação não deixam de refletir sua intensa atividade geotermal, traduzida por muitos vulcões, derrames basálticos com significativas colunas escalonadas, como se pode ver com mais facilidade na Irlanda do Norte a famosa Giants Causuways. Também vamos encontrar grandes áreas de gêiser, geleiras, glaciares, praias, encostas escarpadas, grandes planícies de areia negra, produzida pela erosão da rocha vulcânica e das cinzas. Acontece nesta região, mas não é exclusividade dela, pois o fenômeno é percebido em outros locais na região dos pólos magnéticos da Terra. A AURORA BOREAL que é um fenômeno físico que da aos céus uma coloração indescritível, vou guardar uma coluna só para descrever mais detalhadamente este fenômeno.
Resumindo a Islândia nos oferece uma diversificada visão de horizontes, onde uma tênue flora e fauna lutam para dar um pouco mais de cor ao horizonte cinza e ao céu na maioria das vezes plumbeo. Nesta limitada diversificação, onde o solo negro, as sucessivas cadeias de vulcões, as margens litorâneas rasgadas por majestosa baias ou outras vezes por promontórios, onde com ajuda do sol brilhante o pelo seu céu que desdobra em cores pasteis dão aos glaciares e campos de gelo uma luminosidade plástica. As águas provenientes dos glaciares e gêiser acabam despencando em ornamentais saltos ou repousando placidamente em delicados lagos.
A Islândia é um país de contraste, uma terra que clama pela luminosidade solar. No inverno as noites são longas, o frio é intenso e o gelo toma conta de praticamente tudo. No verão a natureza ressurge todo seu esplendor colorindo lagos, rios e montanhas.
As cidades são assepticamente limpas e bem ordenadas, o povo é gentil e muito amistoso. As casas parecem terem saído duma aquarela infantil, devido às cores que as ornamentam. Telhados pintados de escarlate, azul e outras. As paredes das casas encontram numa quadra, as cores prismáticas do sol. Residências com flores nas portas, suas janelas grandes, para receberem o máximo de luminosidade, são ornadas com pequenos enfeites que ficam entre as cortinas rendadas e o interior. São delicadas casas pintadas ora de verde, ora de amarelo, já a seguinte de azul e assim vão reproduzindo o arco íris pelas ruas. Os islandeses são de uma amabilidade impar, hospitaleiros e gentis. Um povo que gosta de ler, ama a natureza, gosta de musica e tem um sentimento único de viver o máximo e aproveitar cada momento, buscando a felicidade.
Uma ave, tipicamente da região é o Puffin (Fratercula ártica), faz grandes ninhos na escarpas dos penhascos apresenta um olhar fraterno, dócil e curioso ao mesmo tempo, tal qual aos coalas australiano nos da a imediata sensação de os levar para casa e acarinhá-lo. Assim foi a Islândia que vi um país apaixonante, um povo, uma natureza, que independente do clima sabem fazer uma nação gostosa de se viver.

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