RETALHOS
São tantos anos de viagens, tantos ligares bonitos, tantos sonhos realizados. Poderia contar viagens a Serra Gaúcha, aos igarapés da Amazônia, dos desertos da Síria, dos altiplanos bolivianos aos do Himalaia, poderia falar da descoberta de Lassa, de Machu Pichu, Ilha da Páscoa, Palmira, Salto do Yucuman, Vila Velha, Santarém e Alcântara. Falar de ilhas da Polinésia Francesa, do golfo da Tailândia, da costa leste da África, Marajó. Cuba e Groelândia. Poderia falar das montanhas Rochosas, dos Andes do Himalaia, Atlas e Alpes, Pirineus e outras tantas mais.
Falar de parques nacionais do Brasil e dos Estados Unidos, da Serra de Caparão, Iguaçu, e Yellowstone.
Animais extintos, animais em sítios mais restritos como cangurus, coalas, ursos pandas, iguanas, ariranhas, bugios, dingos, urso polar, pingüins, crocodilos, piranhas, ornitorrinco e outros. Falar de geleiras, glaciais, desertos, canyons, cavernas, altiplanos, rios e lagoas, praias, florestas e cachoeiras.
Arqueologia, cidades do Egito, Tunísia, Camboja, Peru, México e China.Poderia falar de idiomas raros como aramaico e cambojano, poderia falar de civilizações gregas, astecas, fenícias, chinesas, pascoenses, tibetanas etc,
Comidas típicas e exóticas pelo mundo à fora, barreado, cobras, gafanhotos, salmão, caviar, pato laqueado, cabeça de carneiro, tambaqui, brotos de bambu e tantos outros.Falar de viagens de automóvel, jipe, moto, ônibus, bicicleta, navio, lancha, bote, balão, avião, teco -teco, cavalo, elefante ou camelo. Falar de pousadas, hotéis cinco estrelas, resorts, cabanas e barracas dormir ao relento ou em cavernas.
Costume do povo, nos cumprimentos, do uso da mão esquerda, das formas de saudação, os famosos tapinhas nas costas do rio grandense.
Falar dos grandes viajantes: Marco Pólo, Sir Richard Burton, Alex Below, Ruth Caldas, Thor Heyerdahl, La Salle, Cabeça de Vaca, David Childress, Osa Johnson, Capitão Cook, Josué Slocun, Geraldo Link, Gilberto Farias, Jack London, Mateo Ricci, David Cruz, Amyr Klink e outros.
A vida não necessariamente necessita ser agitada, de um lado para o outro. Transbordo aqui, conexão acolá.
Pode ser calma, ficar dias num lugar que nos sentimos bem, o prazer da vida não está nos lugares lindos ou exóticos, no sol ou na chuva. Não está no luxo ou na simplicidade, poderiamos estar hospedados no Astória ou num mosteiro. O importante é estamos de bem com a vida em paz consigo mesmo. A paz e a alegria de viver é a melhor viagem.
Buscar sempre novos portos não significa um continuo fugir, mas uma procura do significado da vida, o que se reflete no desejo de voltar, pois aqui ainda continua sendo o melhor lugar. Neste lugar onde traçamos os planos para as novas partidas e onde ficam os planos para as novas viagens. Quem foge, a última coisa que pretende é voltar, o viajante pelo contrário, sempre faz parte da sua rota o caminho de volta. Saudade só se tem do que é bom, e a saudade faz voltar, voltar para ficar ou para rever. Ficar ou rever? O viajante normalmente não tem pátria, seu lugar é o mundo.
Seu chão é onde foi criado e onde pretende morrer, onde sonha para onde ir e para onde a saudade o faz voltar. Suas raízes estão lá, por mais que voe ou navegue, é lá que esta seu coração.
Não há nenhum lugar no mundo que o nosso lar, onde nossos sonhos foram construídos, onde fincamos nossas raízes, forjando nos sabores e dissabores da existência, nossa personalidade.
Nas lutas, vitórias e derrotas, mas no meu lugar estão as pessoas e as coisas que mais gosto, as marcas que fui gravando no decorrer do caminho, constituem as marcas indeléveis da minha existência. O viver é deixar marcas, boas ou ruins, não importa marcas ficarão para sempre, pelas andanças pelo mundo, também ficarão marcas, mas aos poucos serão apagadas, pois não fazemos parte daquele contesto, estamos só de passagem. Ficaremos na memória de poucos, como aquele brasileiro, que por aqui passou, mas no nosso lugar estão os frutos, como ave que volta ao ninho para repouso ou alimentar os filhotes, nos para rever amigos, filhos pais. Pessoas que esperam nossa volta. São as marcas, os sentimentos. O ser humano não pode ser único, necessitamos de vida, carinho. A necessidade de amor e ser amado são imperiosos.
O viajante nunca faz parte do mundo por onde anda, está em trânsito, é algo transitório, que um dia partirá para novas terras ou em regresso, não tem vínculos, raízes, não fez sua historia.
No meu lugar eu tenho minha história e tenho estórias para contar, aqui nasci, conheci aos poucos a vida, formei minha vida, criei o meu eu, fazendo entender o meu eu e projetando minhas ramificações.
No meu mundo eu procurei novos lugares, novos povos, e costumes. Onde o sol nasce e se põem igual a da minha terra, onde as pessoas acordam e dormem como meus amigos, amam e odeiam como qualquer um, enfim todos são iguais, muda geografia, costumes, raças e credos. Muda o modo, das pessoas verem a vida, conduzirem seus destinos e de serem felizes.
O conhecimento do mundo me fez ver isto, que em qualquer latitude, o homem feliz é o máximo, e que o melhor lugar do mundo, é aquele em que nos sentimos bem, onde fazemos planos e sonhos de um mundo melhor...Quando longe temos saudades e gostaríamos de voltar, para...Morrer.
Muito bom
ResponderExcluirestou com dificuldades para realizar novas postagens
ResponderExcluirTentando fazer públicas
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