PUB
Public house, seria a tradução mais precisa. Pub uma instituição irlandesa e inglesa. Mesmo nas pequenas aldeias, pode faltar tudo, mas o pub não.
Podemos fazer uma analogia entre o pub e o nosso boteco, no boteco a bebida mais consumida é a cachaça e a cerveja, no pub também, a mais consumida é a cerveja e o whiskey. Apenas uma diferença, a cachaça e o whiskey, mas se considerarmos que o Brasil produz muita cachaça, e que é uma bebida nativa e barata, ao passo que o whiskey é nativo destas regiões da Escócia e Irlanda, igualmente barato e popular.
No PUB vamos encontrar algo como único. O cidadão tem sua ida a estes estabelecimentos como um ritual. Ele vai sempre no mesmo local, já é conhecido do proprietário, da família e dos outros fregueses. Pede sua cerveja, de preferência uma Guiness que é servida com todo o esmero e zelo, esperando pacientemente que a cremosa espuma se concentre para aí então dar o arremate final e entrega-la ao consumidor.
Normalmente é servida quente num copo grande com 1 pint, aproximadamente 0,455 l, pois é a décima parte de um galão( 4,55l).
Não é apenas para ser bebida, mas contemplada e ir sorvendo aos poucos, gole a gole, enquanto joga conversa fora sobre os mais variados assuntos, ou simplesmente fica assistindo música, tv, corrida de cavalos ou simplesmente meditando ou até dormindo.
Aquele copo sobre a mesa e sagrado, mesmo que seu dono tenha ido ao banheiro, ou na rua para fumar, até mesmo tenha ido para casa. Se o copo estiver com pouco mais da metade de seu conteúdo, ele permanecerá ali, intocado, fielmente esperando seu dono. A cerveja é consumida na temperatura ambiente e nunca ficará como as nossas: “choca”. Sempre estará boa para o próximo gole.
Vários pubs são recomendados como atrações turísticas na Irlanda. É o caso do THE TEMPLE BAR em Dublin, no bairro de mesmo nome. Aqui vamos encontrar muitos turistas que procuram o lugar pela fama, mas o autêntico pub, só vamos encontrar discretamente em qualquer rua afastada do centro da cidade ou em pequena aldeia. Aqui sim, estaremos violando o sagrado, o genuíno. As instalações destes estabelecimentos, por si só já são algo de admiração. Normalmente com forros trabalhados, paredes lavradas, noutros pequenas saletas privadas, janelas com vidros ricamente decorados, mas tudo isso por gosto de seus donos, pois ornam seus pequenos templos de maneira refinada e ao mesmo tempo acolhedora.
Esta foto não foi no Temple Bar, mas num pub discreto, onde cada um fica na sua, simplesmente curtindo seu sagrado momento de beber e imerso, nas suas mais profundas meditações.
Procurei muito, mas não encontrei nenhum relato que exemplifique a magia do pub, mas volto a ressaltar que é o mesmo atrativo que nos leva ao bar da esquina, curtindo solitariamente aquele martelinho de aguardente.


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