LAOS
Esta ex-colônia francesa no sudoeste asiático, perdida entre montanhas e lagos, foi o berço de diversos reinos. Por volta dos séculos IX e XII o Império Khmer ocupou toda a região que atualmente conhecemos por Camboja, Tailândia e o sul do Vietnam.
Um pais envolvido em muitos conflitos políticos e belicosos durante sua existência, foi nos tempos atuais sacudido pelo Japão durante a II grande guerra, depois sofreu inúmeras guerras civis, por fim sendo palco de muitos conflitos durante a Guerra do Vietnã. Após este período, tem vivido em relativa calma, embora de tempos em tempos seja agitada por alguns grupos extremistas mais radicais.
Sua economia tem no arroz sua principal divisa, graças as suas imensas planícies bem irrigadas pelo rio Mekong. Seu território divide-se entre montanhas, lagos, planícies e vales estreitos.
Desembarquei no aeroporto de Vientiane, troquei alguns dólares por kip, amoeda local, e segui para o hotel.
Após um breve descanso, deixamos as malas no quarto e saímos para o forte e úmido calor laosiano.Passeamos pelas margens do Mekong, sentamos num dos inúmeros quiosques que margeiam o rio e matamos a sede com uma saborosa água de coco. A avenida costeira, Quay Fa Ngum, acompanha o rio na extensão da cidade e a divide na outra margem com a Tailândia. Aqui há um forte comercio entre os dois paises, pois a Tailândia, um dos Tigres Asiáticos, aguça a compulsão laosina para os bens de consumo do assim chamado primeiro mundo.Este comércio é realizado na maior parte por pequenas embarcações que num vai e vem trazem mercadorias, fugindo um pouco do controle estatal, mas há também uma moderna ponte que une os dois paises um pouco mais adiante.
No outro dia aproveitamos apara conhecer Tha Deua, um parque budista, as margens do rio, com centenas de imagens de Buda em concreto, alem de outra imagens de animais. Visitamos neste parque alguns templos e depois passamos o resto da tarde sentados à sombra deslumbrando o rio.
Vientiane é uma cidade agradável, caminhamos bastante por suas bucólicas ruas, visitando museus, templos e tudo o que “tivesse uma porta aberta à visitação”.
Um dos principais cartões postais da cidade é o Arco do Triunfo Oriental, um monumento em memória aos que tombaram nas escaramuças da independência. O Templo Haw Pha Kaew guarda um belo Buda de esmeralda, outro belo conjunto de templos é o Nam Phou Fountains. Destarte o calor abafado e as incontáveis águas de coco, dissecamos a cidade.
No outro dia, cedo pela manhã, fomos ao aeroporto Wattay, tomar o vôo que nos levaria a Luang Prabang.
Novamente nos deparamos com os sue generis aviões da Laos Aviation, que já nos aguardava na pista.
Embora seu aspecto de “muito usado” nos proporcionou um bom vôo, pouco tempo depois, sobrevoávamos novamente o rio Mekong serpenteando por entre a espessa floresta, a aeronave foi perdendo altura e finalmente aterrisou.
A cidade é muito tranqüila, pode-se conhece-la caminhando tranqüilamente. O comercio e ávida social da cidade acontece na rua Sisavangvong. Repleta de bares e restaurantes, lojas locadoras de motocicletas e agencias de turismo receptivo, atraem hordas de aventureiros de todo o mundo, comungando seu espírito aventureiro por estas longínquas paragens.
Aluguei um motinho Honda, de fabricação chinesa e sai. Uma sucessão de barbeiragens fez todos os monges da cidade caírem na risada. Sou motoqueiro há anos, já pilotei os mais diversos modelos de motos, e aquela motinho raquítica, com menos de 100 cilindradas estava mais dura de domar que o yake no Tibet.
Acontece que estas motos de fabricação chinesa, tem os comando completamente trocados.O pedal que nas nossas é o freio na deles é a troca de marchas, o manete que nas nossas é o acelerador naquelas é o freio, e o freio é a embreagem. Considere ao reflexo condicionado, conduzir esta moto nos primeiros instantes foi um suplicio, e um convite a arrancadas e freadas inesperadas, o que muito divertiu aos nativos.
Embora os percalços, conhecermos bem a cidade com a magrela indomável.Percorremos a avenida principal e íamos até o fim, fazendo a volta na curva do rio e seguíamos pela rua ribeirinha até o ancoradouro. Perto do templo Xieng Thong, paramos e ficamos observando o intenso trafego fluvial do Mekong. Voltamos pela avenida Manthatourath até o cais e ficamos imaginando o passeio de dia inteiro pela águas barrentas do Mekong.
Na manhã seguinte embarcamos num barco para subir o rio e conhecer os inúmeros templos em cavernas nas suas margens, que também nos tempos de guerra serviram para esconderijos dos guerrilheiros. Visitamos inúmeras povoações ribeirinhas e numa dela, um verdadeiro parque ficamos para o almoço.
~ O Templo Wat Tham esta situado numa gruta, com diversa ramificações que se perdem nas profundezas da terra, chegando aos cinqüenta metros de profundidade.
Foi um belo dia de passeio, um povo alegre e trabalhador procurando seu futuro, esquecendo um passado tão hostil. Esta bela cidade esta localizada na junção dos rios Mekong e Nan Khan, parte esta que se encontra o monte Phousi, com o magnífico templo Chom Phousi no topo, onde se tem uma bela vista de toda a região. Um belo lugar para se meditar...claro depois de descansar do 329 degraus que se sobe até o templo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário