Primeiros Passos
Iniciei bem cedo, pelos armários da minha casa, pelas ruas do meu bairro, pelas cidades do meu estado e pelos estados do meu Brasil.
Ganhei asas maiores e voei pelo mundo, até a presente data visitei os cincos continentes, conhecendo mais de setenta países.
Viajei a pé, de motocicleta, carro, jipe, canoa, navio, trem, ônibus e avião, acredito que em todos os meios de transportes viáveis. Minhas viagens iniciam no sonho, concretizam-se e tornam-se lembranças.
Lembranças que estão, há todos instantes ao meu lado, num piscar de olhos, vou das margens do Guaíba as margens do Ganges.
São vinte anos de transbordo, trocando de cidades, países e continentes, são vinte anos de emoções, alimentando meu espírito atávico de nomadismo.
Pelos recantos do mundo, conheci muita gente, muitas raças, credos e ideologias, mas comunga uma mesma paixão: Viajar.
Viajar é um ‘vício; quando contaminado, o homem torna-se cidadão do mundo, vive-se para aguardar o dia da nova partida.
INTRODUÇÃO
Cada vez que olho uma pedra, uma ruína antiga, um fóssil, um objeto antigo num museu, assalta-me um sonho.
Vejo-me numa máquina do tempo, retrocedendo até a época da criação daqueles objetos, das cidades, quando tudo aquilo era o presente.
Imaginei o Big Bang, estava há 13 bilhões de anos atrás, nosso Universo estava sendo gerado, as galáxias se formavam, voltei até quatro bilhões de anos, nosso planeta estava nascendo, avancei até os 630 milhões de anos, a vida se esboçava na face da Terra, ou melhor, na água. Adquirindo apenas nos 530 milhões de anos, uma forma mais complexa, onde somente nos últimos 100 mil anos se daria o surgimento do primeiro primata.
Sim, apenas nos últimos 100 mil anos; se transformássemos a idade da terra num único dia, o homem teria surgido apenas no último segundo deste dia.
Os cientistas usam métodos complexos de datação, como técnica isotópica medindo a passagem do urânio para chumbo, rubídio para estrôncio, podendo assim datar com estas técnicas, com muita precisão até 4,5 bilhões de anos. O carbono 14 só é fidedigno até 400.000 anos. Existem outras tantas técnicas de datação para medir a idade de minerais, fósseis e outras formas de vida na Terra.
A nossa Terra já esquentou, esfriou, expandiu, está em constante modificação. Hoje o nosso mapa terrestre é totalmente diferente daquele há 500 milhões de ano atrás.
O homem hoje tão onipotente, não imagina que os dinossauros reinaram absolutos por mais de 200.000 anos e se extinguiram. Nós estamos aqui por mais ou menos 100.000 anos, e certamente nossa raça não verá os próximos cem mil anos, estaremos extintos pelas leis naturais e evolutivas. Daremos lugar para uma nova forma de vida. É a lei natural
Nós somos frutos do nosso presente, procuramos uma luz na noite do passado e caminhamos para o entardecer do nosso futuro. De olhos no passado, nos últimos 600 milhões de anos de vida, grandes manifestações surgiram e pereceram.
Evolução? Vida marinha, anfíbia, terrestre ou aérea. As manisfestações de vida adaptaram-se, chegando, ao que queremos acreditar, ser o expoente máximo: NÓS.
Seres dotados de inteligência, fazendo da Terra um bem exclusivo seu. Esqueceu o homem, detentor da vida e da morte, que sua existência ocupa apenas 0,00015 do tempo de vida na Terra, uma fração mínima, ínfima, sub-milesimal, duma espécie que hoje inescrupulosamente usa e abusa dos recursos do planeta, sem pensar nas conseqüências futuras.
Um velho provérbio índio, diz: a terra é um empréstimo dos nossos filhos e assim deverá ser sucessivamente.
Volto à realidade, desligo minha imaginária máquina do tempo e descanso os olhos nas prateleiras da biblioteca a minha frente. Estão centenas de livros de história, turismo, mapas, crônicas e relatos, há também recordações de todos os quatro cantos da terra que já percorri. São souvenir, são pedaços da minha história. São anotações, fotos, filmes, cadernetas, enfim, é o meu trabalho, com se fosse uma barreira de coral: acumulação acidental. Toda a acumulação de informação foi feita por puro prazer. Fixo os olhos num pequeno fragmento rochoso, semelhante ao granito, pedra que geólogos denominariam gnaisse. Gnaisse é uma rocha metamórfica, de textura bem orientada, constituída essencialmente de feldspato, quartzo e mica. Apresenta-se nas cores cinza, preta ou rósea é proveniente das rochas magmáticas, é freqüente no embasamento cristalino brasileiro.
O granito se origina no magma, um líquido viscoso que se resfria com lentidão. Os cristais iniciam sua aparição aos 1500 graus centígrados e finalmente aos 500 graus dão origem ao quartzo. O resfriamento do granito sempre se faz a grandes profundidades.
A crosta terrestre, litosfera, é a quarta parte do nosso planeta, em termos químicos a crosta encerra grande variedade mineral, mas apenas 18 elementos químicos têm predominância:
Oxigênio 46.4%
Silício 27.61%
Alumínio 8.07%
Ferro 5.05%
Cálcio 3.64%
Sódio 2.75%
Potássio 2.58%
Magnésio 2.07%
Outros 1.76%
Estes elementos combinados formam as mais diversas rochas que após processos de meteorização, erosão, processos físicos e químicos levaram as aos subprodutos minerais com os quais convivemos nosso dia a dia.
Os elementos nativos são puros, por exemplo: ouro, prata, diamante, grafite, a outra grande parte resulta de combinações. A maioria, é silicatos. Temos ainda a água e o ar, a nossa camada gasosa.
A nossa galáxia foge numa velocidade de 130.000 km/s, move-se para longe de tudo. É a lei de expansão do universo. As estrelas são de hidrogênio e hélio seu processo é fusão nuclear.
O processo inicia com o hidrogênio que originou o hélio que por sua vez, criou, o carbono e assim sucessivamente sempre formando elementos mais pesados, é o que hoje encontramos nas tabelas periódicas.
Tudo tão grandioso. Números com muitos zeros, elementos químicos, cadeias moleculares, ADN ou RNA, enfim, é a terra, é a vida esta poderia ser uma estória tipo flash vida.
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